Torto Arado do venerado Itamar Vieira - (tive a alegria de vê-lo na Bienal 2022) - trata da história de 2 irmãs, Bibiana e Belonísia, ambas têm a vida alterada após encontrarem uma faca misteriosa escondida na mala da avó, onde então ocorre um acidente.
Livro recomendado por uma ex-aluna. Do precioso escritor Pedro Bandeira, quem fez parte da minha vida literária quando eu era aluna e agora também como professora.
Você vai chorar e se emocionar junto com a história de uma garota, Isabel, que vive dramas e conflitos sobre o próprio corpo e a paixão que nutre pelo primo Cristiano.
Ao terminá-lo a gente se questiona: "O que queima e brilha em você?"
"Eu destilo melanina e mel" é de uma autora africana, Upile Chisala (Nasceu na República do Malawi, na África Ocidental.
O livro dela é uma coleção de poemas curtos que abordam o que é ser mulher e negra, sobre como as palavras têm poder.
Escolhi esse livro para ler, pois o título me chamou muito a atenção e também pelo fato de eu ser uma mulher negra.
Um ícone e grande referência para os escritores, leitores, ela já foi vencedora do Prêmio Hans Christian Andersen, além de ocupar a 6ª cadeira da Academia Brasileira de Letras (ABL).
"O Espírito da Intimidade" de Sobonfú Somé. Esse livro quem me emprestou foi a professora de história Elizabete Olivas. E preciso confessar, foi o melhor livro que li em 2022, trata do contexto sagrado das relações sob a perspectiva da espiritualidade, bem-estar e saúde dos relacionamentos, comunidade etc.
Só uma coisa que me deixou decepcionada foi saber do valor desse livro para comprar, não encontrei por menos de quinhentos reais.
Agradeço à professora pela indicação e empréstimo, do contrário, não teria tido a chance tão cedo em ler esse maravilhoso escrito.
Sobonfú é uma mulher, tem mais livros escritos e é burquinense.
"Mala quadrada, cabeça quadrada" de Patrícia Vasconcellos. Um livro artístico e interativo que narra de modo poético a mudança da personagem que deixa de enxergar quadrado e passa a enxergar com o coração.
Muito lindo, encanta quem lê. Fiz um vídeo lendo a história interativa. Se quiser ouvir é só acessar minha página no instagram @1avidacomlivros.
Também vou deixar um link que conta com mais detalhes de onde surgiu a inspiração da autora para essa belezura de obra.
https://hanaluzia.medium.com/o-s%C3%B3lido-tr%C3%ADptico-texto-imagem-gesto-a50a998a3e75
Essa HQ da poderosa Angela Davis tá incrível. Negra, ativista e revolucionária, Miss Davis tornou-se símbolo de luta pelos direitos civis nos E.UA, do movimento negro e do feminismo. A autora Sybille Titeux (acho que ela é francesa)traça a história de vida de Angela desde os tempos de criança, onde retrata a época da segregação. A ilustradora Amazing Ameziane dá um show nos traços. Vale à pena leitura!
Conheci a Cristal Muniz no instagram através do @umavidasemlixo. Fiquei encantada com o maravilhoso trabalho dela e experiência partilhada sobre viver com quase zero produção de lixo.
E por gostar e acreditar pela causa, durante uma conversa com alunos do projeto com Jovens Mediadores de Leitura, entre trocas e assuntos de livros, falei dela, do estilo de vida minimalista, lifelonglearner etc.
Para minha surpresa, um dia recebi de presente um pacote de um dos alunos do projeto e dentro dele estava o livro da Cristal Muniz.
Nele, ela dá dicas e orientações de ouro de como levarmos uma vida com a diminuição da produção de lixo e não só, mas também consumirmos e vivermos de forma mais saudável e sustentável. Sou fã. Um livro que todos deveríamos ter e ler.
"Flores de Alvenaria" é um livro de poesias periféricas do poeta e produtor Cultural Sérgio Vaz, criador do Sarau da Cooperifa, realizado no Bar do Zé Batidão. Já tive a oportunidade de frequentar algumas vezes, todas elas muito emocionante, um espaço de resistência. O livro traz poesias declamadas nos saraus e criadas pelo poeta da periferia.
Deixo um link com resenha do livro do blog porão literário:
https://www.poraoliterario.com/2021/08/resenha-flores-de-alvenaria.html
"Maria Altamira" de Maria José Silveira é um romance que narra a trajetória de mãe (Alelí) e filha, ambas presenciam miséria, mazelas, injustiças e devastação ambiental.Quem me indicou essa obra foi uma querida profe, Vanessa Lameira, a quem sou grata, pois, do contrário, acredito que não o teria lido.
Gostei tanto, tanto, que chorei de emoção e mais, tem postagem aqui no blog de uma passagem do livro que achei tão poético e quis compartilhar com vocês.
https://chacomgiz.blogspot.com/2022/12/trecho-poetico-do-livro-maria-altamira.html
Eu também não sabia até ganhar esse livro lindo de presente de aniver da querida Profe Vanessa, a mesma profe que mencionei acima, uma grande amiga.
Escrito por Ken Mogi, IKIGAI quer dizer "razão de viver". O livro nos remete com exemplos diversos sobre nosso IKIGAI de cada dia, como identificá-lo e aplicá-lo em nossas vidas.
Amei!
Fazia um tempão que eu tava de olho nesse livro "Comunicação não violenta" de Marshall B. Rosenberg.
Ano passado, tinha conseguido baixar o pdf, mas para mim seria um livro para se ter na estante. Gosto de ler também livros com que ensinam métodos.
Na Bienal do ano passado, aproveitei meu vale-professora e não perdi tempo, acabei comprando essa belezura que me trouxe luz e reflexões sobre como anda minha comunicação.
Recomendo.
Achei o preço salgado, mas com o desconto que tive ficou mais acessível. Existem alguns trabalhos e páginas/redes sociais que apresentam os conceitos de forma mais acessível. Indico a @igorgadioli e @cnvkonekti.
"Queria ter ficado mais" um livro com design inusitado e incomum: livro carta. Escrito por 12 mulheres e publicado pela editora Lote 42.
Em cada envelope pode-se ler cartas com relatos de viagens que as protagonistas vivenciaram e compartilham conosco leitor.
Atrás de cada envelope contém uma aquarela com elementos de alguma cidade/país mencionada na história.
Criativo e muito interessante.
"Pequeno Manual Antirracista" da Diva Djamila Ribeiro, sou muitoooo fã. É um livro que TODOS deveriam ler. Deveriam colocar na bibliografia escolar.
A autora nos traz em 11 lições o que é o racismo, suas origens, racismo estrutural, exemplos de como combatê-lo. Li na versão Kindle e, comprei o exemplar físico na Bienal para reler sempre e também utilizá-lo nas aulas que ministro para os estudantes.
Djamila me orgulha, uma imensa representatividade para nós, mulheres pretas. Ela coleciona diversos prêmios e tem outros títulos que cobiço ler esse ano, como exemplo "Cartas para minha avó" e "O que é lugar de fala".
"Crianças" de María José Ferrada é um livro para homenagear crianças que foram vitimadas pelo governo do Pinochet no Chile pelo violência política.
Essa poética e profunda obra chegou esse ano para compor o acervo Migrantes da SAEL, Sala e Espaços de Leitura. Fiz mediação de leitura com ele para os estudantes da escola onde trabalhava.
Ao ler, a impressão que tive é que os poemas são uma forma de manter as crianças vivas ao se imaginar um presente para elas e o apresentar o que sonham.
"O alegre canto da perdiz" de Paulina Chiziane (moçambicana) também me foi indicado. Vencedora do Prêmio Camões.
No início, tive um pouco de dificuldade para conseguir entender a história, mas insisti e não me arrependi.
"Delfina é uma mulher negra cujo grito de liberdade está sempre sufocado. Sujeita às vontades do marido negro ou do amante branco, enfrenta as dificuldades de criar uma família multirracial e buscar o sustento em um cenário de casamentos por encomenda, de venda do corpo por quase nada."
https://dublinense.com.br/livros/o-alegre-canto-da-perdiz/#:~:text=Paulina%20Chiziane&text=Delfina%20%C3%A9%20uma%20mulher%20negra,do%20corpo%20por%20quase%20nada.
"O avesso da pele" do genial e prodígio Jefferson Tenório, sigo ele no instagram, sempre tem uma crônica interessante dele para ler também.
Esse livro mantém um estilo literário cujo fluxo de pensamentos é narrado pela própria personagem da história. Pedro perde o pai, um professor negro, assassinado após uma abordagem policial desastrosa, o jovem sai então em busca do resgate entre o passado familiar e as lembranças paternas.
Esse livro fez parte de um belo projeto promovido nas escolas "Livros em movimento" para incentivo à leitura de todos os colaboradores e funcionários escolar.
Quem me incentivou a ler foi o escritor Pedro Bandeira ao postar no instagram o que achou dessa leitura. Aprovadíssimo!
"O peso do pássaro morto" da escritora revelação Aline Bei. Gente, ela é tão acessível, que compartilhei no insta o livro dela e a bonita curtiu! Demais.
Prepare o lenço para se emocionar e também se revoltar, pois é uma história que nos envolve do início ao fim e nos coloca num fluxo de pensamento e reflexões constantes.
A história levanta temas como estupro, machismo, educação de filhos, amizades, morte e fé.
O título em si é cativante e nos impulsiona a descobrir que pássaro é esse, por que morto e qual peso? Uma interessante metáfora.
Leiam e depois se quiserem comentam aqui o que acharam!
"A obra que não queremos ver" do magnífico Franz Krajcberg. Esse artista/autor me foi apresentado pela professora de Língua Portuguesa, Marlene.
Maravilhoso! O livro em si é uma verdadeira obra de arte, a escolha das cores em diálogo com as imagens de alguns dos trabalhos do artista tornaram a leitura provocativa e ao mesmo tempo artística. Franz, refugiado do Holocausto, apaixonado pelo Brasil, instalou-se em nosso país, chegando a construir e a morar em uma casa na árvore. Ele transformava a natureza morta, em arte.
Se você quiser saber um pouco mais sobre Franz, compartilho um link do blog "Sociedade dos poetas amigos".
https://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com/2013/09/frans-krajcberg-pintor-escultor.html?m=0
Stênio Gardel, um escritor cearense, brilhantemente nos apresenta Raimundo que em meio a dores, lutas e perdas teve de esconder a sexualidade e "esquecer" um amor.
Narrativa forte. Profunda. Envolvente.
Livro que também faz parte do acervo para o projeto "Livros em movimento".
Genteeee, eu nunca tinha lido um livro dela, mas já tinha ido visitar uma exposição feita da Cora no Museu da Língua Portuguesa e me apaixonei. Sou muito fã da história dela e acho esse nome muito poético e gostoso de pronunciar. Combina com ela.
Ela escrevia aos 16 anos, mas só teve sua primeira publicação aos 70 anos.
Esse livro, em especial, me toca a poesia "Estas mãos".
Se ainda não conhece, recomendo que leia! Certeza de que vai gostar.
@1avidacomlivros
E aí? Você já leu algum desses? Ficou curiosa (o) para ler algum da lista? Conta aí...
Abraços!





















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